Este livro fez-me reflectir sobre inúmeras coisas. Dei por mim a colocar as diferentes situações num campo mais abstracto, incutindo-lhe alguma filosofia.
Talvez esta história não seja só a de um velho pescador que deseja pescar um grande peixe. Seremos nós todos velhos pescadores? Será o grande peixe todos os nossos objectivos e sonhos? Será esta história uma representação metafórica da vida?
Enquanto me ia encantando com pelas frases, saboreando as palavras, fazendo dançar as páginas, ia sempre comparando esta história à vida. O velho lutou dia e noite pelo seu grande peixe, deu tudo de si, entregou-se de corpo e alma…N a nossa vida, nós somos, ou deveremos ser assim! Devemos defender os nossos objectivos com toda a força que temos, fazendo os possíveis e os impossíveis para os alcançar. E no momento em que pensarmos que estamos derrotados, levantamos a cabeça e continuamos a lutar. O fim será a morte, e para a vida ter sentido, esta tem de acontecer depois de alcançados os sonhos.
Enquanto o velho não pescou o peixe, não descansou, e recusava-se declaradamente a fazê-lo. Durante a luta peixe-pescador, era o peixe que levava o barco, - é curioso! como um peixe transporta o barco com o velho a reboque. Seremos nós rebocados pelos nossos próprios sonhos?!
São os sonhos e os objectivos que nos fazem navegar no longo mar da vida. É devido aos objectivos (os pequenos e os grandes) construídos todos os dias que vivemos, é isso que dá sentido à nossa vida. Depois do peixe estar pescado (dos sonhos concretizados) este foi atacado pelos tubarões, arrancando-lhe bocados. Serão os nossos sonhos destruídos pelos outros?
Viramos mais uma página e mais uma lição de vida. O peixe estava reduzido a mais de metade e o velho, completamente exausto, continuou a lutar por ele.
O velho matou o peixe (sonho atingido) e o peixe matou-o a ele no sentido em que ele regressou do mar totalmente doente e cansado.
Ao longo da vida sofremos muito, ficamos com muitas sequelas causadas pelo facto de lutarmos pelos nossos objectivos, tal como na história.
É importante também reconhecer que o velho não pescava há 84 dias e, mesmo assim, lutou. Lutou muito, nunca desistiu nem de procurar o sonho nem de o atingir.
Esta obra fez-me reflectir muito, principalmente sobre a força incalculável de que o Homem é dono. Fiquei com a noção de que se formos determinados e persistentes, os nossos objectivos serão alcançados.

Ana Alves
10º B
Escola Secundária de Porto de Mós


Há dias,ao corrigir as fichas de leitura (como sabem, constituem um dos elementos de avaliação no ensino secundário)fiquei maravilhada com uma reflexão elaborada por uma aluna do 10º ano, a propósito do livro que escolheu:«O Velho e o Mar», de Ernest Hemingway.Nesse momento ocorreu-me a ideia de publicitar, com a autorização do(s) autor(es),os melhores trabalhos.
Tendo em vista incentivar a leitura e a escrita, e, ao mesmo tempo, apresentar um modelo, aqui poderás encontrar vários tipos de texto.